sábado, 10 de abril de 2010

Nossa Páscoa - Parte III- Morte e ressurreição do Pedro - Por Cristo.

No dia 10/12, eu ainda estava na UTI e o Alexandre na sala de espera no hospital. Quando foi às seis da manhã, passou o primeiro "round", que é a reunião da equipe técnica da UTI em que eles debatem na presença dos pais o tratamento e o procedimento que será feito no paciente. Foi feito uma radiografia dos pulmões e o diagonóstico ainda era o mesmo. Havia uma melhora (pequena) ou melhor, uma establização no quadro do Pedro, mas não havia sequer a possibilidade de retirada dos aparelhos que matinham ele vivo, já que ele estava em coma induzido. A alimentação dele era feita pelo nariz. A todo momento eu falava com ele, beijava, orava ao lado dele, profetizava a cura e não tirava os olhos do monitor cardíaco. Foi feito um eletroencefalograma para verificar se existia atividade cerebral, para nossa alegria estava normal, apesar de incerteza quanto às sequelas.
Alexandre e eu combinamos que ele ficaria durante o dia e eu durante à noite na UTI. Nesse dia, eu fui pra casa e chorei de uma maneira que eu nunca havia chorado. Havia uma dor dentro de mim e nem no meu pior pesadelo eu senti. Parecia que tinha um vazio no peito... é uma sensação que, de verdade, não desejo pra ninguém , porque é uma dor desumana... E naquele momento eu orei e falei com Deus de uma maneira que nunca havia falado, pois reconheci, de verdade a fagilidade do ser humano, a minha em especial. Senti de verdade que sem Deus, nós não somos nada, que nossa vida não passa de um sopro, um momento.
Posso dizer, com certeza de que vivi meu Peniel, lutei com Deus e disse "Senhor, eu não vou te deixar enquanto o Senhor não me abençoar". De verdade, eu clamava de todo meu coração, de toda a minha alma, e ali aprendi a expressão vestir pano de saco, joga cinza na cabeça e clamar com a boca no pó. Mas faria isso, essa humilhação toda de novo porque Deus é bom e ao contrário do que parece, Depois dessa oração, o Senhor me fortaleceu e me deu uma paz sobrenatural. Se tivésse que me humilhar daquela forma pra qualquer outro ser que não fosse Deus, eu Jamais sentiria alívio e felicidade por tê-lo feito. Acredito que quando nos humilhamos na presença de Deus, ao invés de fica em nossa frente olhando e ouvindo nosso clamos, Ele se abaixa, nos abraça e chora junto conosco. E foi isso que eu senti. Todas as vezes que sem força eu caia no chão e orava e oranteava e orava, eu sentia deu m eabraçar e chorar junto comigo e sentia então o seu grande amor por mim. Não teve nenhuma vez que eu me senti clamando ao vento. Ao escrever essas palavras eu não consigo me conter e choro de novo, não da mesma forma, mas de gratidão de tão grande amor ter sido demonstrado por mim através da vida do Pedro.
Mas prosseguindo, somente no dia 10/12, de tarde foi que eu dormi um pouco, comi alguma coisa e liguei pra minha avó, minha mãe e minhas tias pra avisar o que tinha acontecido.
Nesse mesmo dia, foi feito uma nova tomografia no fim do dia e qual não foi nossa surpresa, o milagre estava acontecendo, o edema no cérebro havia desaparecido. Ainda os médicos nos alertaram que isso era bom mas não siginificava que não havia sequela, mas eu sabia que era o início de um grande e maginifico milagre. Eu sabia que não havia sequela alguma. O Espirito Santo testificou em meu coração e eu sabia que nosso Natal seria junto em casa. Eu de alguma forma sabia...

2 comentários:

claudia larissa disse...

Que alívio ler essa história toda e saber que seu filho está bem, é uma benção e um sonho pra mim, pois sei muito bem a dor que vc sentiu, mas o meu final foi triste, na verdade foi tudo muito rápido, dia 02 de janeiro, eu, minha família e amigos estavamos em Salinas, comemorando ainda o ano novo, quando soubemos que havia um homem na água se afogando, fomo todos pra perto ver, mas só o encontraram um pouco distante de onde estavamos e foi meu namorado quem disse que era meu pai, saímos desesperados para o hospital de salinas na esperança de ser só um susto, quando tive a notícia mais triste da minha vida, e só Deus e quem passa por um momento como esse entende essa dor.
Amiga, do fundo do meu coração, te desejo tudo de bom nesse mundo e espero que seu filhão te dê muitas alegrias.
Apesar de distante, tenho acompanhado sua vida pela internet, desde sua fomatura, prova da OAB e etc. Fiquei muito feliz com o nascimento do Pedro e agora sofri com seus sofrimentos, mas sei que vc está no caminho certo, o de DEUS, esse sim é o caminho da verdade. Bjss no seu coração.
Larissa

Carol Affonso disse...

Minha irmã,
Depois de tantos anos de amizade, ler sobre o que aconteceu com vc e sua família me sensibilizou demais. Sabia, superficialmente o que havia acontecido pois a Soraya me falou. Logo que recebi a notícia, tentei fazer contato, mas infelizmente não consegui, te mandei um depoimento no Orkut, mas infelizmente não obtive resposta.
Acompanhei, por email, toda a luta do Alexandre, que saiu vitorioso – Graças a Deus!!! Agora, ao ler esse testemunho, tenho certeza que ainda estamos ligadas pelo amor que nos uniu a quase 18 anos como amigas e irmãs.
Sei que o que senti lendo seu testemunho não se compara a sua dor de mãe em desespero, mas senti no fundo da minha alma a dor de ver um sobrinho passar por tudo isso. Vc sabe que ainda não tenho filho, por isso não me atrevo a comparar o meu sentimento com o seu, mas... doeu de verdade.
Gostaria muito de poder ter estado ao seu lado, mas tenho certeza que o melhor amigo de todos, o Pai de amor, nosso Deus estava ao seu lado, como vc mesma descreveu. Não existe alguém no mundo melhor de que Ele para cuidar de nós, ainda mais em um momento como este.
Termino aqui te lembrando de uma coisa: EU TE AMO!!! A distância não pode apagar este sentimento tão profundo que reúne admiração, respeito, carinho e tantas outras coisas boas em meu coração.
Deus seja convosco.